ALIA é uma empresa que articula e decodifica conhecimentos, conteúdos, pesquisas, dados, informações e os materializa sob a forma de pensamento estratégico, novos negócios, estratégias de inovação, novos produtos, alternativas de distribuição, experiências de compras memoráveis, posicionamento de marca e comunicação, palestras e workshops.
Possui formação superior em Psicologia pela UFPr, em Artes Cênicas pela PUCPr e especialização em Administração de Empresas e em varejo pela Fundação Getúlio Vargas.
Atua há mais de 23 anos nas áreas de Marketing e Comunicação em empresas de consultoria empresarial, bens de consumo e bens duráveis como INCEPA S/A, O Boticário, Consultoria Gouvêa de Souza & MD e Grupo Talent de Comunicação.
Especialista em marketing, varejo, distribuição, ponto-de-vendas e comportamento de compra.
É autora dos livros Singularidades no Varejo, Horizontes de Consumo e Desejos Contemporâneos.
Recebeu em 1999 o Top de Marketing pela ADVB Brasil, diploma outorgado pela Fundação Brasileira de Marketing, como responsável pelo êxito do case "Lojas Interativas O Boticário".
Articulista de diversos sites e blogs, como Blue Bus, Mundo do Marketing e Y-Trends, da Editora Abril, voltado ao Mundo Jovem, durante sua veiculação. Colunista do Programa Comercial & Cia On Radio, veiculado na BandNews FM.
Professora da Madia Marketing School, nos cursos de Marketing Pleno (Especialização) e Marketing Master (MBA Executivo).
Indicada ao Prêmio Caboré 2008 na categoria de Profissional de Planejamento.
A missão da ALIA para Pequenas e Médias Empresas é encontrar formas de atrair consumidores e aumentar as vendas, por meio do lançamento ou revisão de produtos, serviços, estruturação da área de marketing, conceitos de loja, experiência de compra, comunicação ou sugestão de novos negócios.
A ALIA possui profundo conhecimento de tendências mundiais em comportamento, serviços e varejo e pode contribuir com:
A missão da ALIA para Grandes Empresas é encontrar formas de atrair consumidores e aumentar as vendas, por meio do lançamento ou revisão de produtos, serviços, conceitos de loja, experiência de compra, comunicação ou sugestão de novos negócios.
A ALIA tem experiência em diversos setores e pode dar suporte a agência, seus clientes ou preparar a equipe da agência nas seguintes áreas:
A missão da ALIA para Agências é prover conteúdo estratégico de negócios, tendências comportamentais, varejo e experiência de compra para as equipes de atendimento e planejamento ou para a carteira de clientes que aumentem o valor da entrega da agência.
A ALIA tem experiência em diversos setores e pode dar suporte nos seguintes temas:
A missão da ALIA para Institutos é ampliar a recomendação estratégica em seus projetos para aumentar o valor da entrega dos estudos.
A ALIA pode integrar times existentes em grandes projetos ou realizar parcerias com outros consultores tendo como responsabilidade consultoria em Marketing, Varejo, Ponto de Vendas, Serviços e Comunicação.
Empresas e eventos atendidos em palestras: Editora Abril, Multibrás, Price Waterhouse, Endeavor, Wal-Mart, Bauducco, Popai Brasil, ABA, Convenção dos Dirigentes Lojistas - CDL RS, Conferência do Grupo de Planejamento, Confraria de Marketing, Evento Marketing 360º e Universidades - ESPM, Grupo Sinos, Grupo Positivo, CDL Ceará, dentre outros.
No exercício dos projetos de consultoria na Gouvêa de Souza & MD e de planejamento estratégico no Grupo Talent, foram atendidas as seguintes empresas: DuPont, Multibrás, Caloi, Fast Shop, Lojas Paquetá, Alpargatas, O Boticário, Marisol, Lojas Ambient Air, Lojas Esplanada, C&A, Lojas Itapuã, Colégio Bandeirantes, Fininvest, Hipercard, Wal-Mart, Hipermercado BIG, Dicico, Niasi, Elegê, Fritex, Josapar, POP, Lojas Riachuelo, Cacau Show, BRASILPREV, Drogaraia, Banco Panamericano, MAPFRE, Grupo OESP, Rede TV, Isabela, Anhanguera Educacional, Hopi Hari, Microsiga, SEMP TOSHIBA, Portobello Shop, dentre outros.
Revista Bons Fluídos - Março 2009 ![]()
Revista SuperVarejo - Fevereiro 2009 ![]()
Revista Bons Fluídos – Janeiro 2009 ![]()
Diário do Grande ABC - Novembro 2008 ![]()
Entrevista Rádio CBN - Heródoto Barbeiro para Mundo Corporativo – Outubro 2008 ![]()
Entrevista para PropMkt – Outubro 2008 ![]()
Site Exclusive on Line – O Portal do Calçado e da Moda - Outubro 2008 ![]()
Site Falando de Varejo – Outubro 2008 ![]()
Livro: "Desejos Contemporâneos"
Livro: "Singularidades no Varejo"
Edição esgotada
Livro: "Horizontes de Consumo"
Edição esgotada
Tempos Plurais – A nossa Era
Beth Furtado
Vivemos tempos plurais. Tempos de misturas, de usos híbridos e multifacetados. Em alimentação, misturamos em um mesmo prato ingredientes e temperos doces com salgados. Misturamos alimentos quentes com frios. Crus com cozidos. E atiçamos apetites.
Misturamos verduras orgânicas com frituras. Fazemos exercícios de vez em quando e trabalhamos demais. E nos sentimos menos culpados. Em vestuário, misturamos peças básicas com sofisticadas e nos sentimos descolados.
Em decoração, misturamos a alta tecnologia de eletrônicos com ambientes étnicos. E nos sentimos em casa. Vivemos a era dos celulares que tocam música. Compramos comunicação ou entretenimento?
Dos computadores que fazem ligações telefônicas. Compramos conexão, informação ou telefonia? Das máquinas fotográficas que fazem filmes. Compramos registros de imagem ou movimento?
Tempos improváveis os nossos. Tempos que inspiram estratégias móveis, principalmente considerando as perspectivas. As misturas tendem a aumentar com as novas gerações. Adolescentes ouvem música, surfam na internet, falam pelo celular e assistem à TV, simultaneamente. E ficam entediados.
Até que ponto nossos produtos, serviços, lojas, pensamento estratégico e marcas conseguem refletir estes tempos plurais? Tempos em que os hábitos de compra são um alvo móvel.
Conceitos migratórios
Beth Furtado
A queda de fronteiras não é apenas um fenômeno geográfico, mas um acontecimento mental que permeia diversos negócios e segmentos. Não vivemos mais a época de concorrências confinadas entre setores e de hábitos restritos a uma categoria.
Muitas inovações são inseridas em determinados mercados e, com o tempo, transpostas para outros muito distantes e distintos da oferta inicial. O auto-serviço foi implantado inicialmente no setor alimentar e, com a receptividade do consumidor, migrou para outros formatos.
O consumidor gostou de poder ver, tocar e experimentar os produtos e passou a querer experiências similares em outras categorias. Aos poucos, o setor de vestuário aderiu ao auto-serviço, seguido pelo de cosméticos, óticas e, em conseqüência, assistimos ao desaparecimento de lojas com balcão ou que impedem o acesso irrestrito aos produtos. Até mesmo joalherias experimentam alternativas de auto-serviço, ao menos do ponto de vista de exposição irrestrita.
Mais recentemente, outras inovações foram incorporadas em produtos de tecnologia, como eletrônicos, computadores e celulares, gerando no consumidor a expectativa de encontrá-los em outras categorias. Entram em cena mobilidade (iPod), sincronicidade (internet, comunicadores instantâneos) e convergência (celulares).
Todas essas descobertas irão migrar para categorias muito, muito distintas da tecnologia. Nos Estados Unidos, surgiuno setor de limpeza a Method, uma empresa que traz em seu DNA conceitos próximos do setor de cosméticos e muito distantes de sua área de atuação. Comercializando produtos para limpeza de roupas, louças, ambientes e higiene pessoal, a empresa inseriu nesse mercado o design elaborado de embalagens.
Para tanto, convidou profissionais do porte do premiado Karim Rashid para criar embalagens estilosas e de personalidade. Paralelo ao visual, a empresa procurou desenvolver em suas formulações agentes não agressivos ao meio ambiente e ao manuseio de quem as utiliza. Ou seja, bem-estar global.
O interessante é observar a migração de conceitos de categorias não afins para a concepção de uma proposta original. Motivo pelo qual devemos sempre olhar para outros setores, mundos e negócios quando buscamos nos inspirar.
Marketing-arte
Beth Furtado
Até bem pouco tempo, entendia-se que no marketing e em suas disciplinas não havia espaço para a arte. No caso, a arte entendida como exercício da expressão e dos sentimentos por si só, não comprometida com expectativas de vendas e que não se conforma com padrões.
O insight dos últimos anos do universo de negócios é que valores artísticos, como design-arte, personalização, despadronização e o não-convencional vendem bem. São verdadeiros hits contemporâneos os produtos temporários e as lojas sazonais – exemplos de ruptura e descontinuidades normalmente encontrados na arte.
São sucesso de vendas embalagens e linhas de produtos concebidas por estilistas e designers claramente autorais – direito que antigamente só era concedido à expressão artística. Tornaram-se febre os hotéis em que os quartos são criados por diferentes artistas, todos diferentes entre si, como também coleções e imóveis em que o consumidor customiza o que compra – exemplos de personalização e de ruptura encontrados na arte.
No Brasil, dois negócios do visionário Victor Siaulys são das melhores expressões artísticas contemporâneas: o Hotel Unique e o Unique Garden, spa na região de Mairiporã, em São Paulo. O projeto de ambos foi delegado a um ícone da arquitetura, Rui Ohtake, e hoje são reconhecidos mundialmente entre as grandes obras contemporâneas.
Não há quem não contemple os dois projetos como obras artísticas por excelência. Então, marketing hoje é uma disciplina artística, o que significa, em essência, não-conformidade e capacidade visionária.
Concorrência Heterodoxa – "Resist is futile"
Beth Furtado
Os admiradores de Star Trek reconhecem na frase em inglês do título, a mensagem repetida pela raça Borg toda vez que “absorviam” outras raças. Também é inútil resistir ao fenômeno da concorrência heterodoxa. Ela já nos “absorveu”.
Há alguns anos, convivemos com o conceito de que os limites da concorrência não são mais ortodoxos. Setores muito distantes e aparentemente desconectados competem entre si, mas muitos planos de marketing ainda incluem o mapeamento de cenários restritos ao seu segmento de atuação. Sem dúvida é um exercício desconcertante incluir negócios que em uma análise superficial não mostrem-se concorrentes diretos. Porém, cada vez mais empresas são surpreendidas pela atuação de concorrentes improváveis.
Um dos setores em que o conceito de concorrência heterodoxa é cristalino é o de telefonia celular. Originalmente, a distinção deste produto era a comunicação móvel, ancorando seus benefícios na mobilidade ou na tecnologia de comunicação. Neste sentido, norteando o desenvolvimento de novos produtos, algumas empresas direcionaram features e diferenciais em avanços tecnológicos de comunicação e outras na mobilidade. Estas últimas, agregaram uma tendência poderosa: a convergência – ou seja, a unificação de diversos produtos em um só para que um mesmo aparelho atenda diferentes necessidades.
Hoje, a diversidade de uso dos celulares nos ensinam que as fronteiras da concorrência heterodoxa são muito flexíveis. Podem envolver comunicação (neste caso, a competição inclui telefonia e internet) ou então captura de imagens fixas ou em movimento (a competição inclui também máquinas digitais/fotográficas e filmadoras). Ou ainda agenda (competição que incluí agendas eletrônicas), acesso à internet (competição com provedores), compra (competição com modalidades de pagamento), jogos (competição com diversos tipos de passatempo), calculadoras, envio e recebimento de e-mails, etc, etc, etc.
O conceito de concorrência heterodoxa envolve, além de outros segmentos, players que possuem competências essenciais capazes de absorver parte do seu mercado. E muitas vezes não são óbvios. Quer um exemplo ainda em telefonia? Os players atuantes neste segmento eram oriundos de tecnologia, até que a Nokia – originalmente um fabricante de borracha e pneus, decidiu que possuía competências essenciais para entrar no páreo. Voltamos ao início: seu plano de marketing contempla apenas seu segmento? Não está na hora de repensar?
Pessoas Compram Significados
Beth Furtado
A complexidade dos produtos contemporâneos é sempre um fator de estímulo para longas explicações de características de produtos na comunicação em geral.
Quanto mais lançamentos e produtos alternativos, mais o consumidor é abordado com farto material explicativo, como se a profundidade do conhecimento do produto garantisse sua preferência.
Porém, é importante distinguir: indústrias vendem features, mas pessoas compram significados. Significados do impacto em suas vidas da entrada desses produtos. Significados de perspectivas no seu dia-a-dia, como os proporcionados pela telefonia móvel.
Significados de horizontes que se abrem, como o proporcionado pela tecnologia VOIP. Significados de facilidades oferecidos pelo produto, como o proporcionado pela lava-louça.
Significados de segurança e tranqüilidade, como o proporcionado pela previdência privada. Significados de aumento do bem-estar, como o proporcionado pelos spas urbanos.
Significados que adquirem magnitude quando ancorados em marcas que sabem traduzi-los em melhoria de vida. Cabe, portanto, a reflexão: sua empresa vende o quê?
O fenômeno da desconstrução
Beth Furtado
O restaurante el Bulli, do festejado chef Ferran Adrià, é um exemplo de um movimento crescente de desconstrução de produtos. Pratos básicos, como vegetais grelhados, são oferecidos em versões desconstruídas, em que as partes foram descaracterizadas para surgir um novo todo.
Esse conceito, originário do universo das artes plásticas, chegou ao mundo do consumo da alimentação gourmet, mas também encontrou adesões no universo da moda. Ao observar muitas coleções de estilistas nos últimos anos, você irá constatar que a desconstrução está lá, inspirando novos usos de adereços, acessórios e texturas.
São novas interpretações de objetos em usos não esperados. Abas de bonés transformam-se em corselete, botões criam um colar, blusas tornam-se saias. Designers de casa e decoração também têm se inspirado nessa fonte, transformando móveis antigos e de demolição em outros objetos, diferentes de seu uso inicial.
E também o setor de cosméticos utiliza a desconstrução ao lançar hidratantes em pó e perfumes em formatos de cubos que, após congelados, são passados no corpo. Eis um conceito com poder de inspiração multissetorial, já que, além de conceitualmente sexy, é alinhado com a visão de sustentabilidade. Já imaginou quantos produtos podem ser desconstruídos como inspiração para lançamentos mais originais?